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segunda-feira, 4 de maio de 2015

[Teatro] O Rei Artur, de Claudio Hochman


Título: O Rei Artur
Texto: Claudio Hochman
Encenador(a): Claudio Hochman
Elenco: Ana Mota Ferreira, Chris Santos, David Fernandes, Diogo Bach, Fernanda Paulo, Flávio Jovchelevitch, Francisco Sá Pena, Ivo Melo, Leonel Moteiro, Marcia Leal, Margarida Antunes, Miguel Linares, Ruben Dias, Samanta Franco, Sara Afonso
Direcção Musical: Sara Afonso
Design de cena e figurinos: Rita Carrilho
Produção: Rita Martins e Margarida Barata

Sinopse:
A lenda do rei Artur recontada por Claudio Hochman num espetáculo em que o humor e a música são soberanos. A espada que devolve o trono ao seu legitimo herdeiro, a busca do Graal num misto de ambição e amor, onde a amizade e a magia permitem superar obstáculos para chegar a um final inesperado.

Opinião Carla:
O Rei Artur é o terceiro espectáculo encenado por Claudio Hochman que vejo. And he did it again!

Trata-se de uma resposição de um espectáculo levado à cena no final do ano passado, e já na altura queria muito ter ido ver, mas por circunstâncias da vida foi-me impossível. Assim que vi anunciarem uma nova temporada, não pensei duas vezes.

O tema não é novidade, toda a gente conhece – mesmo que por alto – a história do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Hochman, num musical para todas as idades, conta-nos a história deste Rei mítico de uma forma muito divertida, simplista e original.

Como já vem sendo hábito de Hochman, o cenário cinge-se ao fundo negro do próprio espaço do Teatro de Carnide, 10 bidões de vários tons de azul e capacetes e espadas que estão penduradas nas paredes e que servirão de adereços em determinadas cenas. O figurino, tanto para os actores como para as actrizes, são simples calças de ganga, tops ou t-shirts azuis e sapatilhas vermelhas. O objectivo é mesmo esse. Mostrar que se pode fazer coisas extraordinários com materiais simples e do dia-a-dia, produzir arte com aquilo que temos “à mão”, reutilizando. Não são necessárias produções megalómanas para criar algo bom e bonito.

Como referi, trata-se de um musical, mas é todo acapella, uma vez que não há qualquer tipo de música instrumental, sendo o acompanhamento feito pela percursão nos bidões. Foram os próprios actores que, desafiados por Hochman, composeram as canções para as letras que o encenador tinha escrito.

Um elenco jovem que passou para o público um profissionalismo e uma imensa paixão por aquilo que fazem. Um elenco que funcionou muito bem em conjunto; muito bem ensaiado e muito bem preparado, sempre com uma fluidez natural. Tenho que destacar Francisco Sá Pena pela brilhante interpretação de Artur, um jovem escudeiro que se deixa cegar pelo poder, e Sara Afonso pela interpretação de Morgana, possivelmente a minha personagem favorita. Sara Afonso, além de ter sido a directora musical desta peça, incarnou a Morgana de uma forma sinistra mas também divertida, combinando uma mulher que não se importa com os meios para chegar aos seus fins com uma mãe galinha e protectora.

Mais uma vez, uma peça que entreteve, divertiu e, mais do que isso, ensinou. Claudio Hochman, e este elenco fantástico, voltou a deixar-me apaixonada por este tipo de arte.




Opinião Joana:
Já é a segunda vez que vejo uma peça encenada por Claudio Hochman – e novamente não desilude.

Uma peça que era um musical (infantil, segundo consta), que mostra aspectos da vida medieval e da vida moderna que tocam todos nós.

Com uma história intemporal – quem não conhece a lenda do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda? – este musical atrai a todos, com bons actores, boas vozes e, como já nos habituámos com este encenador, com um ambiente simples mas poderoso por si próprio: nesta peça, o palco tinha apenas bidões em vários tons de azul, espadas e capacetes nas paredes.

Quero destacar o rever da actriz Samanta Franco (a Desdémona em “Mulheres de Otelo”), aqui a bela Guinevere: novamente com uma interpretação muito boa, numa personagem que mostra ser muito avançada para a sua época pelo seu diálogo.

Já o jovem Francisco Sá Pena, o Artur, conseguiu transmitir completamente a fragilidade do jovem escudeiro que durante instantes perde a cabeça com o poder que ganha ao tornar-se rei.

Morgana, representada pela actriz Sara Afonso, foi talvez das melhores performances: com risos maléficos e características de uma mãe-galinha demasiado protectora e que comanda o seu filho, esta actriz conseguiu trazer ao musical uma energia contagiante.

Não querendo menosprezar, de todo, os outros actores, não irei referir o quanto gostei de cada um deles porque senão esta crítica seria bem comprida – por isso digo apenas que todos estavam em perfeita sintonia, tanto musical como em termos de tempos de falas.

Quanto ao cenário, como já disse, era simples e complexo ao mesmo tempo: os bidões permitiam que se subisse a eles, que servissem como tambores, lagos, entre outras situações.

Resumindo, uma peça musical intemporal, recomendada a todas as idades, com actores que impressionam pela sua capacidade de representação.


2 comentários:

  1. Minhas queridas, desta vez fui eu a nomear-vos para algo: http://lenaspetals.blogspot.pt/2015/05/amoodeio-tag.html

    xx

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    1. Muito obrigada pela nomeação, Helena. Gostamos imenso de responder a TAGs. Vamos tratar disso e brevemente teremos as respostas aqui no blog. ;)

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