domingo, 25 de setembro de 2016

[Livro] Openly Straight, de Bill Konigsberg

 Ler em Português      Read in English


Título em Português: --
Série: Openly Straight #1
Autor(a): Bill Konigsberg
Editora: Arthur A. Levine Books
Páginas: 320
Data de Publicação: 28 de Maio de 2013

buy the book from The Book Depository, free delivery
Sinopse:
The award-winning novel about being out, being proud, and being ready for something else . . . now in paperback.

Rafe is a normal teenager from Boulder, Colorado. He plays soccer. He's won skiing prizes. He likes to write.

And, oh yeah, he's gay. He's been out since 8th grade, and he isn't teased, and he goes to other high schools and talks about tolerance and stuff. And while that's important, all Rafe really wants is to just be a regular guy. Not that GAY guy. To have it be a part of who he is, but not the headline, every single time.

So when he transfers to an all-boys' boarding school in New England, he decides to keep his sexuality a secret -- not so much going back in the closet as starting over with a clean slate. But then he sees a classmate break down. He meets a teacher who challenges him to write his story. And most of all, he falls in love with Ben . . . who doesn't even know that love is possible.

This witty, smart, coming-out-again story will appeal to gay and straight kids alike as they watch Rafe navigate feeling different, fitting in, and what it means to be himself.

Opinião:
Definitivamente Young Adult (e todos os seus subgéneros) passou a ser o meu género literário favorito. Ninguém é demasiado velho para ler YA! Openly Straight estava na minha TBR há já algum tempo, tal como tantos outros do género – subordinados ao tema LGBT, e não só. O título era sugestivo e até mesmo a sinopse me parecia bastante apelativa. No entanto, não sei o que estava exactamente à espera de Openly Straight.

A escrita de Bill Konigsberg é fluída, simples (sem estupidificar o leitor) e adequada ao género deste livro. Rafe é um jovem openly gay que está farto de ser o rapaz gay da cidade. Por isso, decide ir estudar para longe de cada e não fazer referência à sua orientação sexual e ser um rapaz normal. Ele não volta para o armário e idealmente ele nunca iria negar ou confirmar que era gay, até que a certa altura tudo se confunde e, mesmo sem dizer nada, todos partem do princípio que Rafe é hétero e ele acaba por entrar na onda. O problema está quando se apaixona pelo melhor amigo.

Pronto, em termos de enredo não vou fazer mais nenhuma referência, e mesmo assim já revelei bastante. Eu consigo compreender a perspectiva de Rafe. Para as outras pessoas, ser gay passou a ser a característica mais importante de Rafe. Ele apenas queria ser tratado normalmente. Sim, era gay, mas era um jovem como qualquer outro, mas na cidade dele ele era sempre o “rapaz gay”, a quem iam sempre fazer perguntas “gay” – se é que me entendem. Só que Rafe entende que ele não pode por de parte algo que, de facto, o define. Ele é gay, como a melhor amiga dele era hétero, mas isso não implica que tenha que ser trato de forma diferente. Ser gay, hétero, bi ou ace (ou qualquer uma das variantes intermédias) é tão natural como ser loiro, moreno ou ter olhos azuis ou castanhos.

Concluindo, eu gostei imenso deste livro. É leve (apesar de tocar em algumas aspectos que poderiam ser mais complicados de lidar); é divertido; de certa forma, tem uma mensagem a passar; e está bem escrito. E decididamente irei ler o livro seguinte, porque gostei imenso de Ben e quero ler mais sobre ele.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

[Read-Along] Cress, de Marissa Meyer

 Ler em Português      Read in English


Título em Português: Cress
Série: The Lunar Chronicles #3
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Planeta
Páginas: 504
Data de Publicação: 4 de Março de 2015

buy the book from The Book Depository, free delivery
Sinopse:
Este não é o conto de fadas de que se lembra. Mas é o que não se vai esquecer.
Neste terceiro livro de Marissa Meyer, Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra. A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra-se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo.

Opinião:
Um ano depois de lermos o Scarlet, eis que lemos o Cress. A primeira coisa que temos a apontar é que gostámos muito mais deste livro que dos anteriores, pelas razões que vamos enumerar em seguida.

Cress foi a personagem favorita de toda a série, até agora, principalmente para a Carla pois ela adora a Rapunzel. E o que mais gostámos nela foi que, apesar de muito ingénua e algo sonhadora e infantil, Cress tem uma força extraordinária dentro dela, que a ajudou a sobreviver durante todos os anos que ela viveu presa num satélite. Facilmente poderia ter sucumbido a tudo o que lhe acontecia de mau, mas não, ela continua a ver o mundo à sua maneira, usando esses mesmos problemas como combustível para continuar e se tornar melhor. Apesar de ver a Terra e o que nela acontece como uma espectadora, acaba por se embrenhar na vida daqueles que observa com um entusiasmo que contamina o leitor.

Quanto às outras personagens que já conhecíamos, achamos que melhoraram e a Carla, especialmente com a parte final, passou a gostar mais da Cinder e do Kai do que gostava inicialmente. Temos de falar obrigatoriamente do Capitão Carswell Thorne, que aqui corria o risco de se tornar num cliché (o bad boy que afinal fazias as coisas por coração), mas a autora soube manter coerência com a personagem e apesar de ter um cheirinho deste tipo de personagem, manteve-se fiel ao que já nos tinha sido apresentado em Scarlet. É uma personagem complexa, pois as razões que apresenta para agir como age, não são aquelas que o leitor mais fácil de manipular pode imaginar, muito como a Cress acha que o Thorne faz tudo por um bem maior, e depois se vê que não é bem assim. Apesar disso, ele não é a “má pessoa” que ele pensa ser, ou seja, a Cress não está completamente enganada naquilo que vê de bom nele. Esta é uma das melhores ligações entre estas personagens e Rapunzel e Flynn Rider, que no fundo são a base mais moderna (e versão Disney) do “conto de fadas” de Cress e Thorne.

Como já estávamos habituadas pelos livros anteriores, a autora conseguiu fazer a ligação entre o conto original da Rapunzel com facilidade, dando pequenas pistas mas mantendo-se separada o suficiente de modo a que o livro seja uma estória independente.

Apesar de este ser o livro da Cress, não nos podemos esquecer de Cinder e da sua estória que aqui não é exactamente secundária, mas é o que liga todos os livros entre si. E neste livro aprendemos bastante de tudo o que se está a passar na Terra e em Luna, e os planos malvados da Rainha Levana. A Scarlet passa um mau bocado, o que leva a que o Wolf reaja mal e por vezes ponha a dinâmica da equipa em risco. Mais um percalço que a Cinder tem que lidar para conseguir evitar não só que Kai se case com Levana (o que só por si já é difícil e terrível para todo o planeta Terra) como destronar Levana do trono de Luna e libertar os Lunares da sua tirania.

A escrita continua no mesmo nível que os anteriores, o que é um ponto positivo. Era um livro maior, mas que se leu com muito mais rapidez que os anteriores, porque éramos “sugados” (no bom sentido) para dentro da estória e queríamos sempre ler mais e saber o que vinha a seguir. Manteve-nos interessadas o tempo todo, com bastante mais acção e aventura que os livros anteriores.

O final do livro deixa-nos a querer mais e estamos ansiosas pela publicação de Winter, pois queremos saber o que vai acontecer a seguir com todas as personagens que agora se tornaram tão queridas para nós. A não esquecer que, apesar do Fairest ser considerado #3.5 na colecção, foi publicado como livro lá fora, por isso esperamos que não nos deixem “penduradas” sem a publicação deste livro. Estamos impacientes por ler o resto desta colecção, por isso pedimos à editora Planeta que os publique o mais depressa possível!





Glitches (The Lunar Chronicles #0.5) (Carla)
Cinder (The Lunar Chronicles #1) (Carla e Joana)
The Queen’s Army (The Lunar Chronicles #1.5) (Carla)
Scarlet (The Lunar Chronicles #2) (Carla e Joana)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

[Livro] Um Caso Tipicamente Inglês, de Elizabeth Edmondson

 Ler em Português      Read in English


Título em Português: Um Caso Tipicamente Inglês
Série: A Very English Mystery #1
Autor(a): Elizabeth Edmondson
Editora: Edições Asa
Páginas: 368
Data de Publicação: 26 de Janeiro de 2016

buy the book from The Book Depository, free delivery
Sinopse:
Numa encantadora vila rural inglesa, o Castelo de Selchester definha. A II Guerra Mundial terminou há pouco, e nos imponentes salões restam apenas os ecos de glórias passadas. É um destino pouco apetecível para Hugo Hawksworth, oficial dos Serviços Secretos a quem é confiada a missão de organizar os arquivos do castelo. O jovem chega acompanhado pela irmã mais nova, Georgia, por quem é responsável desde a morte dos pais. Ambos antecipam uma estadia entediante e desconfortável. Estão enganados. A vida no campo é uma surpresa. Rodeados de aristocratas altivos e grandiosas mansões, empregados excêntricos e vizinhos indiscretos, os irmãos sentem que mergulharam noutra era. Mas rapidamente se deparam com segredos, intrigas familiares, uma ou outra traição e... o esqueleto do Conde de Selchester, cujo desaparecimento numa noite de tempestade permanecia envolto em mistério. A polícia encerra o caso sem grandes demoras. Hugo, no entanto, não se deixa convencer. Com a ajuda de Freya Wryton, a tentadora sobrinha do conde, lança-se numa investigação cujas sombrias implicações irão agitar todos os que o rodeiam.
Com a elegância de Downton Abbey e a astúcia de Agatha Christie, Um Caso Tipicamente Inglês é o primeiro volume da Série Selchester e marca o regresso à escrita de Elizabeth Edmondson, uma das escritoras mais queridas dos leitores portugueses.

Opinião:
Este livro custou um pouco a ler. A classificação final do livro é capaz de reflectir um pouco que não estava com muita cabeça para mistérios quando o li.

Um Caso Tipicamente Inglês é um mistério tipicamente inglês. Quero com isto dizer que me faz lembrar os mistérios da Agatha Christie e o cenário do livro está tão bem conseguido com as descrições da vila inglesa que por momentos nos perdemos no local onde realmente estamos.

A melhor parte do livro é mesmo o mistério, que está muito bem construído. É fácil ir acompanhando o que se passa e ir tirando conclusões que vão (ou não) sendo confirmadas à medida que Hugo Hawksworth descobre mais sobre cada um dos ocupantes do castelo e da vila de Selchester.

Apesar disso, devo admitir que o livro me aborreceu. Parecia que não avançava, mesmo tendo novas pistas de interesse para a história. Faltou interesse e entusiamo e a escrita não ajudou muito. As personagens também foram um pouco aborrecidas, sendo as melhores Freya e Georgia, a irmã de Hugo. Faltou um pouco de profundidade e, sei que me estou a repetir, mas queria mais entusiasmo, mais vivacidade.

Talvez com o segundo livro da série isso aconteça pois a sinopse parece ser bastante mais interessante. Quem sabe se não o irei ler.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

[A Prometida do Capitão] Qual o mais delicioso?

 Ler em Português      Read in English



Capa mais deliciosa:A da direita, a capa nacional.

Porquê?
Carla: Ao fim de três meses corro o risco de estar sempre a dizer o mesmo, mas as capas deste mês voltam a cair na mesma categoria das anteriores. E a minha escolha volta a ser a mesma: a capa nacional, exactamente pelos mesmos motivos. Tenho que tirar o chapéu os designers portugueses porque, decididamente, as nossas capas são incrivelmente melhores que as originais. Mais apelativas em termos gráficos, cores mais agradáveis e com uma composição bem mais bonita.

Joana: Desta vez fiquei mais dividida... Gosto que a capa original tenha a ligação directa à Escócia, e como a capa tem um ar romântico. Por outro lado, gosto das cores da capa nacional, e que tenham mantido o mesmo esquema durante toda a colecção. Apesar de dar sempre um ar mais moderno e menos histórico, é uma capa bonita que chama à atenção sem ser tão descarada como a capa original. Talvez por isso escolha a da direita, a capa nacional, apesar de também gostar da capa original.


E vocês, qual a vossa favorita?



A prometida do capitão ( Castles ever after #3) (Joana)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

[Livro] Nirvana, de J.R. Stewart

 Ler em Português      Read in English


Título em Português: --
Série: Nirvana #1
Autor(a): J.R. Stewart
Editora: Blue Moon
Páginas: 186
Data de Publicação: 10 de Novembro de 2016

Sinopse:
When the real world is emptied of all that you love, how can you keep yourself from dependence on the virtual?

Animal activist and punk rock star Larissa Kenders lives in a dystopian world where the real and the virtual intermingle. After the disappearance of her soulmate, Andrew, Kenders finds solace by escaping to Nirvana, a virtual world controlled by Hexagon. In Nirvana, anyone’s deepest desires may be realized - even visits with Andrew.

Although Kenders knows that this version of Andrew is virtual, when he asks for her assistance revealing Hexagon’s dark secret, she cannot help but comply. Soon after, Kenders and her closest allies find themselves in a battle with Hexagon, the very institution they have been taught to trust. After uncovering much more than she expected, Kenders’ biggest challenge is determining what is real – and what is virtual.

Nirvana is a fast-paced, page-turning young adult novel combining elements of science fiction, mystery, and romance. Part of a trilogy, this book introduces readers to a young woman who refuses to give up on the man she loves, even if it means taking on an entire government to do so.
~ Recebemos este eARC através do NetGalley. Thank You! ~

Opinião:
Eu nem sei ao certo o que estava à espera de Nirvana, apesar do nome apelativo. Primeiro que tudo, eu recebi este livro através do NetGalley, mas não foi um request que tenha feito. Acho que foi uma espécie de “oferta”. Por falta de tempo, a leitura deste livro foi sendo adiada, por que não era nada que me despertasse muito o interesse.

Eu comecei a ler o livro quase sem ter lido, sequer, a sinopse. Eu já a tinha lido há uns meses (quando recebi o eARC), mas acabei por o esquecer e entrei na estória completamente à deriva. E confesso que o início foi terrivelmente confuso porque nunca tinha a certeza quem estava a falar e depois de quem estava a falar. (Confuso? Ya, para mim também foi.) Passando essa fase e conseguindo entrar na estória, comecei a sentir uma leve sensação de devà vu. Em Nirvana temos a criação de uma realidade virtual tão intensa e imersiva que as pessoas começam a usar isso como escape para o mundo real – uma Terra onde tudo desapareceu depois da extinção da abelhas. O que isto me lembra? Elusion, onde a premissa base era a mesma. É certo que rapidamente se distancia deste, mas a sensação ficou lá.

Pelo o que percebi, Nirvana é o primeiro livro de uma série e, de certa forma, ainda bem, porque o final ficou completamente em aberto. No entanto, sinto que o livro andou sempre de volta da mesma coisa (e acaba praticamente como começou) que mais parecia um cão atrás do rabo – ou seja, não vai a lado nenhum. Gostei, mas não me surpreendeu e não consegui ligar com as personagens. Achei pouco realista (independentemente da realidade em questão), personagens sem grande desenvolvimento e estória que não avança. Falta qualquer coisa.


sábado, 10 de setembro de 2016

[Livro] Dressed to Kiss, de Madeline Hunter, Caroline Linden, Megan Frampton e Myretta Robens

 Ler em Português      Read in English


Título em Português:--
Série:--
Autor(a): Madeline Hunter, Caroline Linden, Megan Frampton, Myretta Robens
Editora: Amazon Digital Services
Páginas: 370
Data de Publicação: 12 de Setembro de 2016


Sinopse:
True love never goes out of style….
Once renowned for creating the most envied gowns in London, Madame Follette’s dressmaking shop has fallen far out of fashion. The approaching coronation of King George IV offers a chance to reclaim former glory by supplying stunning new wardrobes to the most glittering society in Regency England. In the face of long-held secrets, looming scandals, and the potential ruin of their shop, the dressmakers of Follette’s are undaunted, not even by the most unexpected complication of all: true love..
~ Recebemos este livro directamente da autora Madeline Hunter. Obrigada! ~


Opinião:
Este livro é uma antologia que contém quatro histórias, todas interligadas pela loja Follete’s. Vou comentar cada uma das histórias e depois reuni-las como um todo.

Primeiro que tudo, devo dizer que destas quatro autoras, só conhecia a Madeline Hunter (e esta é daquelas autoras que não tenho qualquer problema em comprar o livro, mesmo sem sequer ler a sinopse), e foi através dela que tive acesso a este livro para dar a minha opinião.

A primeira história é, então da autoria de Madeline Hunter, e centra-se em duas personagens-chave: o Duque de Barrowmore e Selina Fontaine, uma das modistas da Follete’s. Selina já tem alguma história passada ligada ao Duque e quando ele entra na loja onde ela trabalha, a primeira coisa que acontece é ela ter medo de ele a denunciar como uma senhora da pequena nobreza, que tinha praticamente sido abandonada pelo quase noivo. Como podem imaginar, as histórias não são muito longas por isso eu não me vou demorar muito no seu enredo ou corro o risco de contar tudo aqui. É um romance bonito que se vê começar aqui e, como sempre, a escrita de Madeline Hunter envolve-nos numa atmosfera propícia a um tempo bem passado com uma das suas histórias. Foi uma das minhas histórias favoritas da antologia. (3.75*)

A segunda história, da autoria de Myretta Robens, foi talvez a minha favorita por ser diferente daquilo que estou mais habituada – não no facto de ser na mesma um romance da regência que acaba bem, mas antes por mostrar uma maneira diferente de como as duas personagens principais, Delyth Owen e Simon Merrithew se conhecerem, entre outros pormenores. Delyth é a mais recente modista na loja da Follete’s e o seu estilo é, no mínimo, irreverente. Não quer isto dizer que a jovem tenha um mau sentido de estilo ou seja quase cruel com as suas clientes (no sentido de as vestir mal de modo a serem gozadas), como Simon inicialmente pensa. Gostei bastante de ver a mudança de Simon e como ele, e por conseguinte o leitor, compreende o amor de Delyth por moda e cores, e acaba por se apaixonar pela personagem de Delyth e pela paixão que ela tem pela própria vida. Acho que foi isso que mais me agradou na história, teve tanta vida, tanta cor, tanto...tanto! E em tão poucas páginas. (4*)

A terceira história, de Megan Frampton, acabou por ser a mais fraca na minha opinião. Não que não tenha sido amorosa (talvez até possa ser considerada a mais amorosa de todas), mas para mim faltou um pouco de credibilidade às personagens, o que me fez sentir um pouco distante do que se passava entre elas. Apesar disso gostei do Henry Dawlkins, filho da dona, Madame Follete, e irmão da Felicity Dawkins, a actual gerente da loja, a imagem me foi transmitida foi a de um ursinho fofinho, tímido e gigante, que tinha medo de magoar alguém só por ser quem era. Katherine Grant, a personagem feminina principal, soube-me a pouco. Achei que não estava muito coerente com aquilo que a personagem mostrava no início ser e, novamente, acho que lhe faltou credibilidade. (3.25*)

A última história, é de Caroline Linden, e trata o romance de Felicity Dawkins e o Conde de Carmarthen. Felicity, que vamos vendo nas outras histórias também, pareceu-me mais interessante e com mais garra nas versões das outras autoras, o que é pena, pois elevou as minhas expectativas e estas não foram correspondidas inteiramente. Apesar disso, gostaria de mencionar que Felicity toma em mão os problemas que lhe vão aparecendo e consegue lidar com eles com facilidade, por mais difíceis que sejam. Sobre Carmathen há pouco a dizer, pois acho que ele podia ter sido muito mais desenvolvido e explorado, o que é pena. Contudo, foi uma boa história, mas deixou demasiadas “abertas” para o meu gosto, pois era aqui que esperava que várias conclusões fossem feitas, o que não aconteceu. (3.5*)

Ou seja, apesar de ter gostado bastante das histórias em geral, fiquei desapontada pois quero saber o que vai acontecer à Follete’s, depois das suas modistas casarem com Duques e Condes. Pois se Henry podia continuar a trabalhar como contabilista na Follete’s, e Delyth como modista, eu não tenho certezas se Katherine continua como dama de companhia ou passa a ser esposa e pouco mais, se Selina passa a ser Duquesa e se torna patrona da loja e não faz mais modelos, ou se continua a trabalhar lá de alguma maneira, ou se Felicity continua a gerir a loja mas agora a partir dos bastidores por ser Condessa, ou até se a sua mãe, a original dona e gerente da Follete’s volta a estar à frente e dar cara pela loja ou foi afastada de vez. São perguntas como estas que gostaria de ver respondidas mas que, tristemente, me deixaram a querer algo que nunca saberei.

Para finalizar, foi uma leitura que me deu gosto, cheia de romance e beleza, que mostrou os pontos de viragens de estilos e cores, e trouxe amor e carinho ao mundo da moda da época da regência.